E cá estou eu, na casa do três dígitos, quem diria. Me lembro que nos tempos de motivação, ação, reação, força, foco e fé, dizia pra mim mesma que jamais chegaria a casa dos três dígitos, e olha eu aqui. Não é reclamar, reclamar e reclamar, é mais do que isso é sofrer.
Sofrer por ter si deixado vencer, e por agora não conseguir voltar aquele tempo onde a sensação de que ia conseguir, que ia dar certo era palpável, era real.
E o que me impede de voltar, de recomeçar, de achar que vai dar certo mais uma vez?
Que impedimento maior seria, senão eu mesma. Sim, o impedimento está em mim, na minha mente, na excessiva importância 'do que outro vai pensar ou falar', ou da sensação de fracasso antes de iniciar a jornada, de ter que dar satisfação ou prestar contas pra alguém, quando na verdade o meu maior inimigo, e o meu melhor amigo, estão juntos, em um lugar só meu, só nosso.
Vejo várias pessoas dizerem que o ano novo trará coisas novas, mudanças, e que tudo será diferente e então me pego pensando - Será que "responsabilizar o ano novo" é justo? - Sim, por que se não mudarmos a nossa atitude e postura, o ano novo não será novo, aliás será de novo a mesmice do ano anterior.